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Como se constrói uma usina solar de grande porte em solo?

A primeira etapa envolve a avaliação técnica e econômica por meio de estudos de viabilidade.



De acordo com a ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), o Brasil apresenta até ao final de 2023 uma capacidade instalada de mais de 37,2 GW proveniente de fonte solar fotovoltaica. Este total inclui tanto usinas de grande porte quanto sistemas de geração de pequeno porte.

Ainda segundo a mesma fonte, em 2023 foram adicionados mais de  11,92 GW em usinas fotovoltaicas, e esse número tende a crescer nos próximos anos.

A construção de usinas fotovoltaicas emerge como uma resposta visionária às demandas crescentes por energia limpa e sustentável.

Mas afinal, como se constrói uma usina fotovoltaica?


Estudo de viabilidade


A primeira etapa envolve a avaliação técnica e econômica por meio de estudos de viabilidade, considerando o potencial de geração, os custos de investimento (CAPEX), os custos operacionais (OPEX) e o retorno sobre o investimento.

A escolha cuidadosa do local é crucial, priorizando terrenos planos em áreas com alta incidência solar, visto que este é o principal fator de eficiência do sistema. Além disso, a validação da acessibilidade para transporte dos equipamentos e conexão com a rede elétrica é de extrema importância.


Medições


Nesta etapa, são realizadas medições que têm como objetivo levantar as características do terreno, com a finalidade de preparar para a elaboração do projeto executivo. Alguns desses estudos são:


  • Topografia: utilizada para mapear e representar a superfície da terra, fornecendo informações precisas sobre elevações e relevos.

  • Standard Penetration Test (SPT): utilizado para avaliar as características do solo, estes resultados são usados para o projeto de fundação.

  • Pull Out Test (POT): também conhecido como teste de arrancamento, é um procedimento usado para avaliar a resistência de aderência entre dois materiais.

  • Medição da resistência do solo: Para ser possível dimensionar o aterramento de forma segura.

Projeto de distribuidora


Para ser possível conectar o sistema fotovoltaico à rede de distribuição de energia elétrica, submete-se o projeto junto à distribuidora local. Existem duas fases: Orçamento estimado (opcional com um prazo de resposta de 30 dias) para avaliar a viabilidade da rede local receber a energia gerada pela usina) e Orçamento de Conexão (para se obter a aprovação de ligação do sistema fotovoltaico, com um prazo de resposta de 45 dias).

Caso seja necessário realizar-se obras na rede de distribuição para poder receber a energia gerada, a distribuidora de energia irá indicar os custos e prazos dessa adequação.

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